Há um consenso instaurado de que o aumento da produtividade deve vir acompanhado pela sustentabilidade no campo, para a melhoria da saúde das pessoas, bem-estar, além da segurança alimentar e ambiental. Todos nós entendemos que é primordial criarmos soluções construtivas em todos os âmbitos, as quais tragam bons resultados, e que mantenham o crescimento de maneira sólida e com reflexos que irradiem em várias direções. Cada vez mais é inconcebível a adoção de soluções imediatistas que beneficiem indivíduos unilateralmente.

Essa visão é defendida e compartilhada por diversos segmentos, o que inevitavelmente tem incomodado e consequentemente estimulado o agricultor tradicional à procura por novos caminhos e oportunidades. Dessa forma, os anseios do homem do campo, que é o grande responsável e protagonista pelo crescimento do setor, influenciam deliberadamente as estratégias traçadas e adotadas pelas indústrias de insumos e serviços, obrigando-as a repensar o seu modus operandi, tanto na oferta de soluções e pacotes tecnológicos, quanto no suporte e atendimento técnico ao produtor rural.

Os mais diversos fabricantes ainda estão validando novos modelos para acessar e estimular seus canais de distribuição, pois quase já não é possível utilizar a mesma esteira tradicional para suportar as necessidades do novo agricultor. Para que as grandes agropecuárias realizem seu trabalho é necessário que possuam um corpo técnico qualificado e em sintonia com as tecnologias de vanguarda disponíveis no mercado. Por outro lado, é necessário que todos entendam que esta nova entrega deve ser feita sem alterar demasiadamente a rotina do agricultor, caso contrário dificilmente será aceita.

É exatamente esse o grande desafio, acelerar ao máximo as descobertas entendendo que o personagem que de fato controlará a velocidade com que cada suposta contribuição passará porteira à dentro é o agricultor. Para que isso aconteça o envolvimento deste grande herói em todas as fases da inovação, desde a concepção de uma nova ideia, passando pela modulação e validação de protótipos, testes de campo para o desenvolvimento e finalmente a distribuição, devem inevitavelmente envolvê-lo. É inconcebível trabalhar em qualquer solução sem consulta-lo ou trazê-lo para as discussões, pois o agricultor é o visionário que dá o tom para a adoção e absorção das novas tecnologias voltadas ao agronegócio.

Nivelar o conhecimento técnico e científico com as expectativas geradas pelo agricultor é fundamental para a evolução do setor. É importante priorizar um amplo e permanente diálogo para troca de experiências, que se estendam desde a academia passando pela pesquisa e desenvolvimento até extensão rural. O foco da inovação deve ter seu inicio e fim nas necessidades do campo, de geração em geração. Sem esse exercício, será sempre muito difícil emplacar tantas novidades em tão alta velocidade neste ambiente.

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