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PROMIP, DA ÁREA DE CONTROLE BIOLÓGICO DE PRAGAS, COMPRA A INSECTA

Por julho 15, 2015 junho 11th, 2019 Sem Comentários

SÃO PAULO  – A Promip, empresa paulista de biotecnologia e manejo integrado de pragas baseada no município de Engenheiro Coelho, na região de Campinas, acaba de fechar sua primeira aquisição. Por um valor não revelado, a companhia, que faturou R$ 5 milhões em 2014 e espera dobrar de tamanho em 2015, comprou a mineira Insecta Agentes Biológicos.

Criada em 2006 com a apoio da EsalqTec Incubadora Tecnológica, ligada à Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), a Promip começou a receber em setembro um aporte de R$ 4 milhões do Fundo de Inovação Paulista — que tem patrimônio de R$ 105 milhões e foi lançado pela Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista em parceria com Fapesp, Finep, Sebrae-SP e Corporación Andina de Fomento (CAF).

Fundada também em 2006, a Insecta, cujo faturamento é bem inferior ao da Promip, sempre contou com o apoio da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais. Entrou no radar da empresa paulista, até agora focada em produtos biológicos contendo ácaros predadores, por ter desenvolvido uma linha considerável de insumos para a fabricação das vespas Trichogramma pretiosum e Trichogramma galloi, usadas no controle de pragas como a Helicoverpa armigera, lagarta que tem provocado prejuízos em lavouras de grãos e algodão do país nos últimos anos.

“A aquisição da Insecta fortalecerá nosso portfólio de produtos biológicos, o que possibilitará a composição de pacotes tecnológicos para o manejo integrado de pragas em diversas culturas”, afirma, em comunicado, Marcelo Poletti, CEO e co-fundador da Promip. Com a aquisição, toda a estrutura da Insecta será transferida de Lavras para Engenheiro Coelho. Essa transferência deverá estar concluída até o fim de agosto, como informa Frontino Monteiro Nunes, fundador da Insecta, no mesmo comunicado.

Francisco Jardim, sócio-fundador da SP Ventures, gestora do Fundo de Inovação Paulista, observa que as empresas que atuam na área de controle biológico normalmente precisam contar com portfólios amplos, uma vez que os ciclos de desenvolvimentos de novos produtos são longos, e diz que já há outras aquisições na mira da Promip. “O crescimento orgânico nesse segmento normalmente é muito lento”.

O fundo tem participação minoritária na Promip, que já previa dobrar de tamanho neste ano antes da aquisição da Insecta. O otimismo vem dos novos registros de produtos que estão na fila do Ministério da Agricultura. Jardim explica que o aporte de R$ 4 milhões na Promip foi quase todo feito, e que, segundo limites que o fundo tem de respeitar, existe a possibilidade de que seja feita uma capitalização suplementar de R$ 11 milhões. O prazo para a saída do fundo do capital de uma companhia que recebeu seus aportes é de oito anos, prorrogáveis por mais dois conforme as condições de mercado.

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