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TREINAMENTO PARA PRODUTORES DE TOMATE E PIMENTÃO NA REGIÃO DE BERNARDINO DE CAMPOS

No último dia 14, a PROMIP organizou um treinamento que reuniu cerca de 25 produtores de tomate e pimentão da região de Bernardino de Campos e Piraju, ambos em São Paulo. O “Dia de Campo”, realizado na Fazenda São Lázaro, faz parte das ações da PROMIP que visa levar aos produtores conhecimento das técnicas de Manejo Integrado de Pragas (MIP), voltados ao manejo sustentável por meio do controle biológico e monitoramento de pragas, apresentando as tecnologias desenvolvidas pela empresa.

Dia de Campo: produtores e convidados se mostraram interessados nas opções de manejo sustentáveis de pragas – Foto: PROMIP

O CTV Giovanni Macedo, da PROMIP, organizador do treinamento realizado em parceria com a revenda Vale Rei Agropecuária, palestrou sobre a importância do MIP e sua importância e aproveitou para ouvir e esclarecer as dúvidas e fazer demonstrações dos produtos PROMIP.

“A maioria dos produtores já haviam ouvido falar dos nossos produtos, mas tinham dúvidas sobre como utilizar, a maioria ainda não usa, porém, ficaram muito interessado após ver os resultados apresentados durante a palestra”, afirma Giovanni.

O produtor Lázaro Afonso Machado, dono da propriedade onde o treinamento foi realizado, que utiliza os produtos PROMIP há dois meses, principalmente a linha de monitoramento, reforçou que produtores participantes do treinamento ficaram empolgados e interessados com as soluções apresentadas na palestra.

“Um dia após o treinamento, meu celular não parou de tocar, os produtores me perguntavam sobre os produtos e como poderiam adquirir as armadilhas para o monitoramento e saber a hora certa de aplicar os produtos”, disse.

Lázaro produz pimentão e tomate e se mostrou satisfeitos com os resultados obtidos até o momento. “Os resultados estão excelentes em pimentão, no tomate nosso caso é mais crítico pois a praga já tomou conta, mas estamos vendo o trabalho dar resultado”, finaliza.

Produtores acompanham o treinamento e observam a linha de monitoramento em ação na lavoura – Foto: PROMIP

O CTV Giovanni Macedo apresenta aos produtores da região as soluções tecnológicas da PROMIP: linha de monitoramento e controle biológico de pragas – Foto: PROMIP

BROCA-DO-CAFÉ: SAIBA COMO FAZER O MONITORAMENTO CORRETO DA PRAGA

Agora é época de monitorar a broca-do-café. Segundo as informações divulgadas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a praga tem se destacado como uma das principais para a cafeicultura nacional nas últimas safras. De acordo com a entidade, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) tem se mostrado eficiente, econômico e sustentável no controle dessa praga. “O monitoramento é parte importante do manejo, lembre-se de manter atualizadas as informações de todos os talhões da propriedade”, recomendou a CNA.

Quando monitorar a lavoura?

De acordo com a CNA, o ideal é 80 a 90 dias após a principal florada, no período de trânsito da praga.

Qual a frequência de monitoramento?

A CNA recomenda o monitoramento mensal da praga. Porém, segundo a entidade, em períodos de alta infestação, o monitoramento deverá ocorrer quinzenalmente.

Como monitorar?

O monitoramento pode ser feito por meio da contagem de frutos ou utilizando armadilhas. Confira as orientações da CNA abaixo.

Contagem de frutos

Para realizar o monitoramento por meio da contagem de frutos, é preciso seguir os seguintes passos:

1 – Selecione 20 plantas por hectare, em “zigue-zague”;

2 – Colete uma amostra de 100 frutos no terço médio de cada planta;

3 – Conte os grãos brocados e não brocados e calcule o percentual de infestação;

Armadilhas

Para o monitoramento utilizando armadilhas, o produtor deve seguir os passos:

1 – Utilizar uma armadilha por hectare com cairomônio;

2 – Recomenda-se a avaliação das armadilhas a cada 15 dias, para a contagem dos insetos adultos ou troca da substância (cairomônio). No caso de alta infestação, a contagem dos insetos deve ser feita com periodicidade maior;

3 – Contar o número de insetos adultos em cada armadilha;

4 – Calcular a média do número de insetos por armadilha de cada talhão. O controle será feito quando, após o monitoramento, for identificada infestação próxima ao nível de controle.

Hypothenemus hampei (Broca-do-café). Foto: SFAgro/Uol

Fonte: SFAgro/Uol

TECNOLOGIAS PARA MONITORAMENTO E CONTROLE DA BROCA-DO-CAFÉ

A broca-do-café, cujo nome científico é Hypothenemus hampei, é um besouro (coleóptero) de pequeno porte de cor escura brilhante, cuja fêmea quando fecundada perfura o fruto do café e faz uma galeria no seu interior para postura de ovos, dos quais surgem as larvas que se alimentam das sementes (grãos de café). Os principais danos causados pela praga, em geral, são a queda prematura dos frutos nos estádios de chumbinho a verde aquoso e, ainda, a redução do peso dos grãos, o que diminui substancialmente o rendimento das lavouras.

Em decorrência da preocupação do setor cafeeiro com o ataque do Hypothenemus hampei, entidades do setor privado se uniram na elaboração de um material simples e inovador que orienta o manejo integrado da broca-do-café. Nesse contexto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA está promovendo uma campanha de alerta aos cafeicultores, na qual destaca a importância do monitoramento e, se necessário, adoção de controles químico e/ou biológico, especialmente na fase produtiva da lavoura cafeeira que é caracterizada pela etapa da granação dos frutos. A CNA é uma das instituições privadas integrantes do Conselho Deliberativo da Política do Café – CDPC, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Para tanto, a CNA elaborou a cartilha ‘12 FATOS IMPORTANTES SOBRE O MANEJO INTEGRADO DA BROCA-DO-CAFÉ’, com apoio do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, que tem por objetivo orientar o manejo da praga. Nesse sentido, a cartilha destaca que o monitoramento deve ser iniciado no estádio de maior infestação, que ocorre de 80 a 90 dias após a florada principal, momento em que a praga encontra-se em “período de trânsito”. Assim, a Confederação recomenda que o monitoramento seja feito mensalmente e, no caso de alta infestação, quinzenalmente. Nesse contexto, o controle é indicado caso o percentual de frutos brocados exceda a 3% pelo método de contagem. Já com base no método de amostragem por armadilha, o controle deverá ser feito caso seja verificada uma média de mais de 100 insetos adultos por armadilha, conforme descrito nos itens 4, 5 e 6 da cartilha.

Adicionalmente, segundo a cartilha da CNA, caso seja necessário controlar a praga, o método de controle químico deve ser realizado com produtos registrados oficialmente, que podem ser consultados no Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (AGROFIT) no portal do Mapa. Para realizar a escolha, deve-se priorizar o uso dos produtos com mais eficiência de controle, menor toxicidade e que ofereçam o menor impacto ao aplicador e meio ambiente. No caso de cafeicultores que não utilizam agroquímicos, a Confederação recomenda o uso da pulverização com Beauveria bassiana, fungo entomopatogênico que controla a broca. Em propriedades de pequeno porte, o controle da broca-do-café pode ser realizado por meio de armadilhas utilizando-se 30 armadilhas/ha, compostas de garrafas pet com uma solução atraente que deverá ser substituída a cada duas semanas, conforme prescrito no item 9 da cartilha – controle comportamental.

Em complemento a essas medidas, instituições do Consórcio Pesquisa Café também publicaram trabalhos técnicos que auxiliam a reduzir as condições favoráveis à proliferação do inseto, as quais já foram objeto de divulgação ‘Consórcio Pesquisa Café divulga tecnologias para auxiliar no controle dos efeitos nocivos da broca-do-café’, em 22-12-2017. Tal divulgação ressaltou as seguintes técnicas de manejo que auxiliam no controle da broca: colheita bem-feita; derriça de todos os frutos da planta, se possível com repasse; podas, quando necessárias; redução de áreas de sombra; e eliminação de lavouras com café abandonadas. E, mais ainda, deve-se ressaltar que lavouras abertas, arejadas, com boa penetração de luz diminuiem a umidade interna nos talhões, reduzindo as condições favoráveis à proliferação da broca. Leia a seguir síntese das referidas publicações/tecnologias disponíveis no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Para saber mais sobre o monitoramento e controle da broca-do-café consulte as publicações técnico-científicas disponíveis no item ‘Consorciadas dispõem de tecnologias para monitoramento e controle da Broca-do-Café’ da página ‘Publicações sobre café e portfólio de tecnologias do Consórcio Pesquisa Café’ pelo link:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/publicacoes/637#s

Leia sobre a Evolução da cafeicultura brasileira nas últimas duas décadas:

http://www.sapc.embrapa.br/arquivos/consorcio/publicacoes_tecnicas/Consorcio-Embrapa-Cafe-Evolucao-24-1-2017.pdf

Hypothenemus hampei (Broca-do-café). (Foto: Cafe del Colombia)

Fonte: Embrapa

A PROMIP participa da relação de startups em destaque na área de biotecnologia agrícola no mundo

Um levantamento realizado pela TechAccel incluiu a PROMIP em uma lista de empresas internacionais com destaque no setor de biotecnologia agrícola “Ag Biotech”. O “AgTech Market Map” foi elaborado com 245 empresas startups de biotecnologia, a grande maioria detentora de inovações que prometem revolucionar a agricultura mundial. Para a composição desta relação foi considerado o perfil tecnológico de cada empresa, além da capacidade de gerar inovações de impacto.

Segundo o site AgFunder News, o setor de biotecnologia é o componente central dos investimentos em tecnologia voltadas para o Agronegócio, com operações de US$ 262 milhões apenas no primeiro semestre deste ano, o que representa 23% dos recursos destinados pelos fundos da tecnologia agrícola.

Inovação em foco

A PROMIP reúne em seu portfólio produtos biológicos e serviços especializados para a implementação de Programas de Manejo Integrado de Pragas. Há 11 anos no mercado, a empresa é pioneira no Brasil na produção e comercialização de produtos contendo ácaros predadores para controle biológico aplicado. Hoje, além destes agentes biológicos, a companhia também se dedica para o desenvolvimento biotecnológico de diferentes espécies de microvespas e insetos predadores que são aplicados em grandes áreas de produção agrícola com o uso de drones, o que tem permitido a expansão de seus negócios.

O Co-fundador e CEO da empresa, Dr. Marcelo Poletti, destaca que a inovação impulsiona toda a estratégia de desenvolvimento da companhia, sendo um componente fundamental.

“A inovação é um dos nossos principais valores e por esse motivo deve estar intimamente ligada a cultura da empresa. Com intuito de manter essa chama viva, trabalhamos para proporcionar um ambiente dinâmico que estimule a todos os nossos colaborados para exercícios diários de transformação”, diz.

A PROMIP foi selecionada na área de biológicos e microbioma, na categoria de insumos agrícolas que incluem os Biopesticidas, que são substâncias naturais ou microorganismos aplicados em sementes, superfícies de plantas ou solo, promovendo o controle pragas, e os Bioestimulantes, que são compostos de substâncias naturais ou microrganismos que melhoram o crescimento das plantas, promovendo consequentemente o aumento da produtividade no campo.

“Participar deste ranking de excelência, sendo referenciados junto a um grupo seleto de empresas internacionais que se dedicam diariamente para o desenvolvimento de inovações voltadas ao agronegócio, nos deixa muito entusiasmados e com o compromisso de manter sempre os nossos valores, transformando o conhecimento gerado através da pesquisa científica em inovações que tragam benefícios direto para os agricultores, sociedade e meio ambiente”, finaliza Poletti.

Fonte: AgFunder News

Monitoramento e o uso de biológicos – Melhor caminho para o manejo de Helicoverpa armigera nas áreas de soja Bt

Helicoverpa armigera é uma das principais pragas da agricultura, destacando-se nos últimos anos devido ao seu intenso ataque em soja, algodão, tomate, dentre outras culturas.

A praga foi identificada no Brasil em 2013, tendo sido o primeiro país das Américas a registrar ocorrência desta praga, conhecida como lagarta do velho mundo, devido sua existência no Sul da Europa, China e Índia.

Segundo estudo realizado (2013) pela UFG (Universidade Federal de Goiás), em parceria com a Fundação Mato Grosso, estima-se que os custos anuais com o manejo e perdas causadas por essa espécie seja de US$5 bilhões em todo o mundo.

No Brasil, durante a safra 2016/2017, houve um controle satisfatório da H. armigera na soja intacta que traz proteína Cry1Ac para controle de lepidópteros.  Porém, na última semana constatou-se uma infestação desta lagarta em soja Bt na região de Chapadão do Céu/GO, com uma média de 11% de infestação, conforme apontado pelos técnicos da Fundação Chapadão.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Fundação Chapadão, Dr. Germison Tonquelsqui, esta não é a primeira vez em que este tipo de problema ocorre, já havia sido detectado ocorrências em milho e algodão em outras regiões.

“Em algum momento nós esperávamos que isto ia acontecer, na nossa região a população da H. armigera é bem resistente, mas ocorreu em uma área de escape. Agora nós acendemos uma luz de alerta, o produtor deve aumentar o monitoramento e se detectado uma quantidade acima do usual, tomar as providências corretas”, afirma Tonquelsqui.

Trichogramma contra a ameaça da soja

Trichogramma é uma vespinha parasitoide de no máximo 0,5 milímetros, mas que tem grande poder para combater a Helicoverpa, o seu uso traz grandes vantagens, pois controla a praga ainda na fase de ovo antes que o dano a cultura ocorra, além disso não causa nenhum desequilíbrio e não deixa resíduos na cultura.

“O controle com o Trichogramma é um complemento às táticas de combate à Helicoverpa, é uma ferramenta que, caso haja aumento da população, pode ser utilizado para o bom controle da praga, em conjunto com outras ações”, explica Tonqueslqui.

Em geral, a mariposa da Helicoverpa deposita seus ovos nas folhas, frutos e pétalas. Seus ovos liberam um odor que atrai o parasitoide, que vai até o ovo parasitando-o, assim em vez de nascer uma nova lagarta, pode emergir até dois adultos do Trichogramma.

Trichogramma pretiosium (Trichomip-P) é a espécie de Trichogramma mais recomendado para controle de lepidópteras como a H. armigera, segundo a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária), a espécie, inclusive, em ensaios de campo, foi constatado sua preferência pela Helicoverpa armigeraem relação a outras espécies presentes na lavoura da soja (PEREIRA, 2016) na hora de escolher a presa para o parasitismo. Uma fêmea pode parasitar entre um e dez ovos por dia.

“O Trichomip-P é hoje uma realidade em grandes culturas e o produtor de soja sem dúvida alguma pode se beneficiar do uso desta técnica, os resultamos mostram que o parasitismo nos ovos de H. armigera ultrapassam os 80%, o controle é efetivo tanto de populações resistentes como não resistentes e a aplicação feita através de drones ou aviação agrícola adaptada garantem precisão e alto rendimento na liberação”, afirma Michel Nessrallah, Gerente Comercial da PROMIP.

Lagarta da Helicoverpa armigera. A praga causa prejuízos bilionários anualmente em todo o mundo. (Foto: Nelson Shiraga – Arquivo PROMIP)

Drone utilizado pela PROMIP para liberação de Trichogramma (Trichomip-P) em grandes culturas. (Foto: Arquivo PROMIP)

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